O
presente estudo tem por objetivo realizar um levantamento da presença de
comunidades quilombolas no Facebook. Descrevemos e analisamos 9 páginas e
perfis de páginas quilombolas presentes na Bahia a partir da Netnografia como
Método. A Netnografia é uma metodologia que se inscreve entre os estudos da área
de Comunicação, Cibercultura e Antropologia e a partir de uma descrição densa
conforme proposto por Clifford Geertz, descrevemos e procuramos analisar e
interpretar as possibilidades e limitações da presença das páginas de
comunidades quilombolas no Facebook. Discutimos as ressemantizações e os marcos
legais para as populações quilombolas, historicizamos a respeito da internet e
aspectos da cibercultura, bem como a discussão sobre netnografia, a partir de
autores como Recuero, Fragoso, Amaral, Kozinets e Hine. Os resultados apontam
para uma necessidade de se repensar a presença das comunidades quilombolas no
Facebook e nas redes de um modo geral, pois embora haja suas presenças, elas
são muito limitadas do ponto de vista da manutenção e atualização destas páginas
por diversas motivações, entre elas, a exclusão digital, a falta de
conhecimento sobre as ferramentas da plataforma e pela própria dinâmica da vida
social que as comunidades estabelecem com as tecnologias. Apontamos como
caminhos para superar este pouco engajamento das páginas de comunidades
quilombolas, oficinas de educomunicação a partir da pesquisa ação.
Palavras-chave: Quilombos da
Bahia, Netnografia, Cibercultura, Facebook, Redes
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